ABRANTES

Castelo e Fortaleza de Abrantes

Sobre Abrantes

O que caracteriza Abrantes, é sem dúvidas a sua posição estratégica no coração de Portugal e a sua dupla função de guarda avançada, quer das Beiras, quer do Ribatejo. A fundação de Abrantes ter-se-á verificado em meados do século XII, resultado da necessidade de defesa dos territórios conquistados e de assegurar a vida ativa de Santarém. Do alto do Castelo, ou melhor, do que resta da velha Torre de Menagem, avista-se a policroma confluência de três províncias que se dão as mãos no redondel de um panorama de mais de 15 léguas de raio. Desde o fundo do horizonte e a toda a volta, avulta e definem-se a Estremadura, cinzenta de olivais; o Alentejo, charneca verde-negra de sobreiros e azinheiras; a Beira, aqui a Beira Baixa, mais escura, de carvalhos e soutos. Um círculo de serras esbatidas na luz meridiana desde a serra de Marvão às de Minde, de Melriça e de Gardunha. E é de um inefável gozo sentir evolar-se do marchetado alvor das vilas e casais a essência das três províncias, que ali se juntam e entreabrem como as pétalas de uma flor silvestre.

 

Elevada à categoria de Cidade a 14 de Junho de 1916, Abrantes é muito provavelmente a povoação mais florida de Portugal. Trata-se de uma pequena e pacata cidade, disposta em anfiteatro livre e suspensa, no seu ninho de árvores e flores, sobre o vale do Tejo, que em baixo serpeia e se avista entre Alvega e Constância. À volta tudo são colinas recamadas de olivais.


A Fortaleza de Abrantes é formada por fortificações medievais e abaluartadas. A his­tória do Cas­telo é a his­tória da mais an­tiga área ha­bi­tada da ci­dade. O castelo medieval, como vimos de que mantém a Torre de Menagem, alterada, e alguns panos de muralha com torreões redondos, evoluiu com a adaptação a armas de fogo e construções abaluartadas a partir do reinado de D. Pedro II. De realçar os espaços abobadados com tijoleira. 


No Castelo, para além do enorme terreiro, podem visitar-se os edifícios da Casa do Governador (em ruínas) e a Igreja de Santa Maria, panteão dos Almeidas, que, indevidamente, se chama Museu de D. Lopo de Almeida. A Herdade das Templárias restaura os factos. Além disso, a igreja tem elevado interesse devido aos túmulos góticos dos Almeidas e à riqueza dos azulejos mudéjares de corda seca, eles também floridos, mas transplantados dos jardins de Sevilha. Destacam-se ainda o arco triunfal gótico e parte do primitivo retábulo. A igreja e o seu património valem por si, dispensando a introdução de acervo museológico estranho à natureza do edifício.

Herdade das Templárias

image8